A importância de falar sobre o Aborto

Michélle Costa

Michélle Costa

CRP 06/114121
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Um assunto que precisa ser conversado, o Aborto.

Atualmente o assunto “aborto” esta em pauta pela legalização ou não. Devido as consequências psicológicas que a questão em si, gestação não desejada, pode desencadear, percebi a necessidade de abordar esse assunto dentro do viés psicológico para auxiliar as inúmeras mulheres que se encontram nesse momento delicado de suas vidas.

Muitos são os argumentos contra e a favor de liberar o direito da mulher escolher ter ou não o filho. Um dos argumentos a favor tem como pauta a manifestação do direito da mulher em fazer o que bem entende com seu corpo além de ser a vida da mulher que esta em jogo pois as consequências são nelas, assim como todos os pormenores que são perdidos ou alterados quando se tornam mães. Os argumentos de quem é contra tem o foco na criança que nem pediu para estar ali e agora será arrancada sem, sequer, direito ao voto.

Não cabe aqui neste momento expressar minha opinião a respeito disso, tão pouco julgar quem tira partido de um lado diferente do que acredito mas, gostaria de trazer um ponto fundamental para você, mulher, que se encontra nessa situação, uma gestação não desejada, não planejada, fora do tempo ou contra o que você previa para seu futuro, pense muito, reflita bastante, não tome uma decisão no primeiro impulso, o repentino nos desatina e você não terá a segunda chance, seja qual for sua escolha.

Você esta grávida, isso significa hormônios endoidecidos, sensibilidade a flor da pele, susto, medo, ou melhor pânico, inseguranças, ideias distorcidas daquilo que você não conhece, a maternagem ou ser pertencente ao grupo de abortistas (quem defende o aborto). Então silencie-se por um tempo, deixe o coração desacelerar, esse primeiro impacto vai passar. Uma vez feita sua escolha, tudo que for pensado será para afirmar que foi a melhor escolha, tenha certeza que sim, não se iluda, lembre-se você não terá a segunda chance. E depois que você estiver um pouco mais calma, busque informações sobre pessoas que tiveram no seu lugar, leia relatos dos dois lados, as que decidiram abortar e as que decidiram manter a gestação. Reflita um pouco mais, nesse momento sua historia de vida, rede de apoio (ou não) e suas experiências vão influenciar, se questione, “será que eu penso assim ou estou repetindo conceitos pré estabelecidos por aqueles com quem convivo?”. Espere um pouco mais, busque ajuda profissional, converse com alguém que não vai lhe acusar ou amedrontar você. Tenha certeza, as coisas vão parecer menor depois e então, de qual escolha você terá orgulho no futuro e não arrependimento?