EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing

Angela Carero

Angela Carero

CRP 06/34037-4
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EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares)

Estudos já comprovaram que nós, seres humanos, temos 3 cérebros: o cérebro neocortéx, no lobo frontal, que é o responsável pelo pensamento, pela razão; o cérebro límbico, onde está nossas emoções; e, o cérebro reptiliano, que referem-se aos nossos hábitos, ao cérebro instintivo, que está relacionado diretamente com a sobrevivência, no sentido da auto defesa. Quando passamos por um trauma, ocorre uma dissociação dos hemisférios cerebrais e predomina a emoção, deixando-nos incapaz de acessar o cérebro neocortéx, a nossa razão.

EMDR significa: Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares), que é um método terapêutico, que foi desenvolvido nos EUA no final dos anos 80, pela Dra. Francine Shapiro.

Através dessa abordagem é possível a estimulação dos hemisférios cerebrais, onde as lembranças dolorosas, remetem a emoções que vem associadas a pensamentos negativos, e, com a dessensibilização o indivíduo consegue reprocessá-la, transformando  seus pensamentos para positivos.

Num acidente, assalto, ou qualquer situação traumática que uma pessoa possa ter vivenciado,  interferem na associação entre razão, emoção e a ação. Onde as emoções negativas predominam, ficando quase que impossível, a pessoa acessar pensamentos positivos.

Exemplo: Carolina sofre um assalto, ficando por algumas horas nas mãos dos assaltantes. Com isso, ela se conecta com várias emoções como o medo, a tristeza, a raiva. Através dessa situação, existem pensamentos que acabam se tornando automáticos para ela, como:

“Só mereço coisas ruins.”

“Não posso confiar em ninguém.”

“Estou em perigo.”

“Não tenho o controle.”

Entre outros.

Devido a dissociação da emoção com a razão, ela acaba transportando esses pensamentos sobre ela mesma para outras situações, generalizando. É como se cristalizasse esses pensamentos que acabam limitam sua vida.

Com o EMDR, através do reprocessamento cerebral, Carolina conseguiu transformar esses pensamentos negativos para pensamentos positivos, como:

“Mereço coisas boas.”

“Não foi minha culpa.”

“Agora estou salvo, já passou.”

“Posso lidar com isso, posso aguentar.”

“Posso escolher em quem confiar.”

O EMDR estimula um sistema natural do nosso corpo, o Sistema de Processamento de Informação e Adaptação, promovendo o aumento de fluxo de energia, oxigenando  os nossos cérebros e seus hemisférios, proporcionando a cura.

Os pacientes costumam dizer que a situação traumática, acaba ficando distante, que muitas vezes é como se a imagem, ficasse embasada, não podendo ser mais acessada de forma clara como anteriormente.

Como o EMDR é aplicado?

Primeiramente é realizado algumas perguntas para que o paciente entre em contato com aquilo que incomoda, posteriormente realiza-se a estimulação bilateral, que  pode ser por meio dos movimentos oculares, de sons ou de toques alternados.

Durante todo o processo o paciente fica consciente.

Essa é uma técnica simples que estimula a dessensibilização das lembranças dolorosas que incomodam, colocando o paciente num estado saudável, conectando razão, emoção e ação.

Quais são as indicações?

Ansiedade generalizada, fobia, síndrome de pânico, Manejo de dor crônica, Luto, Dependência Química, adições de forma geral, depressão, doenças psicossomáticas, etc.

Quais são as vantagens desse tratamento?

Rapidez no tratamento, o contato direto com a causa dos conflitos e traumas, a cura por conseguir visualizar a causa, não é necessário a exposição verbal do assunto pelo paciente, age diretamente na fisiologia do ser humano e o paciente sente sua melhora em questão de minutos.

“O que você sente, vem daquilo que você pensa.” (David Grand)

Essa frase, é muito rica para exemplificar o assunto abordado nesse artigo sobre o EMDR, pois quando nossos pensamentos são positivos, nos sentimentos muito melhor e conseguimos perceber as diferentes situações, e ainda, somos capazes de percebermos as diversas possibilidades, os caminhos para a solução dos nossos conflitos e problemas.