Função Materna e Maternidade

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Função Materna e Maternidade.

Afinal, qual a função da mãe?

Nos dias atuais, nos deparamos com algumas confusões em relação à função tanto da mãe como do pai nas relações parentais.

No intuito de contribuir para esta relação, escreverei alguns tópicos importantes na construção desses vínculos.

Hoje, falarei sobre a função da mãe.

A função da mãe engloba cuidados básicos dedicados á criança nos primeiros anos de vida. São cuidados que determinam características principais na personalidade, e fazem da mãe o primeiro objeto de amor da criança.

Esse vínculo é marcado pelas primeiras experiências de satisfação das necessidades, a importância da presença no campo da linguagem, por exemplo quando a mãe faz com que o grito da criança adquira um significado. O vínculo da mãe com seu filho depende do desejo de cuidar. Os cuidados maternos como alimentação, higiene, etc., serão entendidos pela mãe como suposições de demandas, vontades e desejos da criança desenvolvendo sua capacidade de desejar entender e interpretar as demandas de seu filho.

Neste cenário de suposições de sentido ao choro do bebê, dentre outras demandas, é chamada de “loucura necessária de todas as mães”.

A mulher tornou-se mãe. E agora?

 

O conflito de aliar papéis de Mãe e Mulher.

Diz o ditado que quando nasce um bebê, nasce com ele uma mãe.

Mãe necessita de cuidados. Parece que por algum instante, o bebê rouba a cena. É importante restabelecer aos poucos sua rotina de cuidados pessoais. Coisas simples como cuidar do cabelo, da unha, do corpo… retomar sua rotina aos poucos. Claro, neste caso uma ajuda de uma amiga, mãe, pode auxiliar nos cuidados com o bebê e também com ela.

A mãe só é suficientemente boa se não o é em demasia, se os cuidados que ela dispensa à criança não a desviam de desejar enquanto mulher. É permitido que a mãe possa falhar, que ás vezes a fome pode por exemplo, demorar a ser satisfeita, ou ser significada como sono ou frio. Pois não há mãe que não se ausente em algum momento, nem que satisfaça plenamente e em tempo integral as necessidades de uma criança.

A criança sempre busca a emergência do apelo e não deve ser reduzido ao apelo da necessidade apenas, mas ao apelo de demandas. A mãe deve transformar o choro da criança em um apelo endereçado a ela, interpretar esse choro e acolher. Sempre, independentemente da idade da criança.

Nesse jogo na relação, em que a criança é um ser de desejo, a mãe vive suas perguntas mais básicas “ele não quer isso, então o que ele quer?”. A mãe se posiciona em relação aos cuidados do bebê. Vou citar um exemplo: o bebê chora, a mãe significa o choro com fome, e lhe oferece o seio. O bebê recusa o seio, e volta a chorar. Nesse momento, a mãe pode ou não re-situar-se em relação ao que ele atribuiu inicialmente ao choro de seu bebê, a fome. O re-situar-se exige da mãe o recuo : “talvez não seja fome”. Ou seja, a mãe admite que pode ter se enganado. “pode ser sono”. Algumas mães encontram maior dificuldade em re-significar o choro da criança. Um exemplo disso seria a insistência em oferecer o seio recusado. Já ouviu a expressão que a mãe atenta conhece o seu filho?

A mãe se torna responsável em acolher o choro desta criança e não se culpa quando erra. Assim, o vínculo mãe e filho vai se estabelecendo.

Acredito, que a função da mãe se resume em desejar cuidar, entender e acolher a criança. Esta condição da mãe acompanha o desenvolvimento da criança e muda suas características com o passar dos anos com a conquista da autonomia da criança. Com a linguagem estabelecida, a criança já fala e pode dar significado, cabe à mãe orientar, acompanhar e estabelecer limites.

Claro, ela não faz tudo isso sozinha. E o pai? Ele também participa. E é dele que irei falar no próximo texto.

Até mais!!

Sempre atentos!