Gestação e Pós-parto

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Continuando o assunto sobre depressão nos ciclos da vida da mulher, hoje falarei do tema Gestação e Pós-parto.

Gestação e Pós-parto

A gestação e o puerpério (fase do pós-parto) são períodos da vida da mulher que envolvem inúmeras alterações físicas, hormonais, psíquicas e de inserção social que podem interferir em sua saúde mental.

A vinda do bebê provoca mudanças e se a mulher está inserida no mercado de trabalho também pode envolver mudanças nos fatores socioeconômicos, caso ela participe do orçamento familiar.

O período gestação-puerpério é a fase de maior prevalência de transtornos mentais na mulher, principalmente no primeiro e no terceiro trimestre da gestação e nos primeiros 30 dias do puerpério, e está associada a inúmeros fatores de risco.

Um dado importante é que a depressão pré-natal é o principal fator de risco para depressão pós-natal, sendo esta, muitas vezes, uma continuação da depressão iniciada na gestação.

Poucas mulheres diagnosticadas com depressão na gestação e no pós-parto procuram tratamento, em parte porque alguns sintomas confundem-se com a gestação normal (alterações de sono, apetite e cansaço) e em parte pela crença de que esses devem ser períodos de satisfação e não de tristeza na vida da mulher.

Diagnóstico

Depressão na gestação

  • Alterações no sono, apetite, cansaço, crises de choro, tristeza, perda de interesse pelas atividades diárias, irritabilidade, sentimentos de culpa e pensamentos de morte ou suicídio. Os sintomas normalmente aparecem no primeiro ou no último trimestre gestacional .

Depressão pós-parto

  • Início dos sintomas ocorre no período de quatro semanas após o parto. Há um componente ansioso mais proeminente, além de pensamentos recorrentes de causar dano ao bebê. Pensamentos obsessivos e pensamentos de agressividade contra o bebê também são observados. Além disso, é frequente observar o relato de sentimentos ambivalentes acerca do bebê e de opressão pela responsabilidade de cuidar do filho.

Tratamento

  • Medicamentos (levando-se em conta a eficácia e os riscos particulares para mãe e feto). O tratamento biológico envolve interação e decisão complexa entre paciente, família, obstreta e a psiquiatra. Sempre levar em conta a relação risco-benefício.

  • Psicoterapia

Importante: é necessário esclarecer á gestante que o fato do não tratamento pode trazer danos ao feto. Outro fator relevante a ser considerado é que na depressão pode haver risco de suicídio e até mesmo infanticídio nos casos mais graves. O acolhimento familiar e assistência médica e psicológica são extremamente necessárias para a qualidade do vínculo mãe-bebê.

Mulher, cuide-se diante de suas novas fases para ter qualidade de vida!!

No próximo tema, falarei sobre o climatério!!

Até mais.