Você conhece a Síndrome de Burnout?

Michélle Costa

Michélle Costa

CRP 06/114121
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Aumenta o número de pessoas sofrendo da Síndrome de Burnout em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, já afeta um quarto da população ativa.

Principalmente em tempos de crise, esse fenômeno tende a aumentar, pois a eminencia da falta de empregabilidade faz com que o trabalhador se submeta ainda mais aos fatores de risco para sua saúde mental como: assédio e bullying, excesso de trabalho, jornadas inflexíveis, ameaça de demissão, entre outros. Outro fator que corrobora com a síndrome são expetativas elevadas, motivação em excesso e investimento pessoal grandioso além da idealização em relação a profissão do individuo.

Burnout é uma palavra do idioma inglês e pode ser traduzida como “queimar por completo”. Neste caso, o termo se refere ao desgaste emocional e, consequentemente, físico que a pessoa sofre. Podemos descrever a Síndrome de Burnout como um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como “(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”.

Tal situação interfere no rendimento do profissional e com isso há, também, um prejuízo para a empresa, todos perdem. Por isso esse fator da saúde do individuo não deve ser tratada de modo banal e excludente mas, sim, deve-se ter um olhar cuidadoso e de acolhimento por parte da empresa.

Segundo a OMS, as empresas podem adotar intervenções como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que inclua prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

É importante que a empresa e o trabalhador se atentem ao seguintes sintomas que podem se apresentar e, quando necessário, busque ajuda profissional:

  • Estado crônico de fadiga;

  • Esgotamento;

  • Cefaleias;

  • Alterações no sono e peso;

  • Dores musculares;

  • Distúrbios gastrointestinais;

  • Aumento do consumo de tabaco e café;

  • Consumo de bebidas alcoólicas ou tranquilizantes para combater o estado em que se sente;

  • Agravamento de doenças crônicas já existentes;

  • Isolamento;

  • Mudanças de humor bruscas;

  • Dificuldade de concentração;

  • Lapsos de memória;

  • Ansiedade e depressão;

  • Baixa autoestima;

  • Sentimentos de fracasso.